quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Amor e relacionamento


Relacionamento

Sabe aqueles banheiros mínimos, que quando um entra o outro tem que sair? Tem amores que parecem um banheiro apertado: só cabe um. Ela ama o cara. Interessa-se pela sua vida, seu trabalho, seus estudos, seu esporte, seus amigos, sua família, enfim, ela está inteira na dele. Ele, por sua vez, recebe isso de muito bom grado mas não retribui. Não pergunta pelo trabalho dela, pelas angústias dela, por nada que lhe diga respeito. Ela, obviamente, não gosta desta situação, mas vai levando, levando, levando, até que um belo dia sua paciência se esgota e ela tira o time de campo. Aí ele entra. De repente, como num passe de mágica, ele se dá conta de como ela é legal, de como ele tem sido distante, de como vai ser duro ficar sem a sua menina. Então ele a torpedeia com e-mails e telefonemas carinhosos. Mas ela é gata escaldada, não vai entrar nessa de novo. Ele insiste. Quer vê-la, quer que ela entenda que ele é desse jeito tosco mesmo, mas que no fundo ela é a mulher da vida dele. Ela é gata escaldada mas não é de gelo: então tá, vamos tentar de novo. Ela entra com tudo. Com a namorada resgatada, ele se isola novamente em seu próprio mundo, deixando-a conduzir tudo sozinha. É ela quem o procura, é ela que o elogia, é ela que arma os programas, é ela que lembra das datas, é ela, tudo ela, só ela. Quer saber: tô fora! Aí ele entra. Pô, gata, prometo, juro, ó: vou cobrir você de carinho. E não é que ele cumpre? Passa a tratá-la como uma deusa, superatencioso, parece outro homem. Ela aceita tudo isso, mas não entra mais nesse jogo. Simplesmente não retribui o afeto dele, quase nunca telefona, sai com as amigas toda hora, e ele ali, no maior esforço. Ela esnobando, ele tentando, ela se fazendo, ele se declarando. Até que ele enche: tô fora. Aí ela entra. E ele esfria, e ela cai fora, e ele volta, e seguem neste entra-e-sai até o desgaste total.
Bom mesmo é amor em que cabem os dois juntos.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Ficar


Se você é deste século, já sabe que há duas tribos que definem o que é um relacionamento moderno. Uma é a tribo dos ficantes. O ficante é o cara que te namora por duas horas numa festa, se não tiver se inscrito no campeonato "Quem pega mais numa única noite", quando então ele será seu ficante por bem menos tempo — dois minutos — e irá à procura de outra para bater o próprio recorde. É natural que garotos e garotas queiram conhecer pessoas, ter uma história, um romance, uma ficada, duas ficadas, três ficadas, quatro ficadas... Esquece, não acho natural coisa nenhuma. Considero um desperdício de energia. Pegar sete caras. Pegar nove "minas". A gente está falando de quê, de catadores de lixo? Pegar, pega-se uma caneta, um táxi, uma gripe. Não pessoas. Pegue-e-leve, pegue-e-largue, pegue-e-use, pegue-e-chute, pegue-e-conte-para-os-amigos. Pegar, cá pra nós, é um verbo meio cafajeste. Em vez de pegar, poderíamos adotar algum outro verbo menos frio. Porque, quando duas bocas se unem, nada é assim tão frio, na maioria das vezes esse "não estou nem aí" é jogo de cena. Vão todos para a balada fingindo que deixaram o coração em casa, mas deixaram nada. Deixaram a personalidade em casa, isso sim. No entanto, quem pode contra o avanço (???) dos costumes e contra a vulgarização do vocabulário? Falando nisso, a segunda tribo a que me referia é a dos namoridos, a palavra mais medonha que já inventaram. Trata-se de um homem híbrido, transgênico. Em tese, ele vale mais do que um namorado e menos que um marido. Assim que a relação começa, juntam-se os trapos e parte-se para um casamento informal, sem papel passado, sem compromisso de estabilidade, sem planos de uma velhice compartilhada — namoridos não foram escolhidos para serem parceiros de artrite, reumatismo e pressão alta, era só o que faltava. Pois então. A idéia é boa e prática. Só que o índice de príncipes e princesas virando sapo é alta, não se evita o tédio conjugal (comum a qualquer tipo de acasalamento sob o mesmo teto) e pula-se uma etapa quentíssima, a melhor que há. Trata-se do namoro, alguns já ouviram falar. É quando cada um mora na sua casa e tem rotinas distintas e poucos horários para se encontrar, e esse pouco ganha a importância de uma celebração. Namoro é quando não se tem certeza absoluta de nada, a cada dia um segredo é revelado, brotam informações novas de onde menos se espera. De manhã, um silêncio inquietante. À tarde, um mal-entendido. À noite, um torpedo reconciliador e uma declaração de amor. Namoro é teste, é amostra, é ensaio, e por isso a dedicação é intensa, a sedução é ininterrupta, os minutos são contados, os meses são comemorados, a vontade de surpreender não cessa — e é a única relação que dá o devido espaço para a saudade, que é fermento e afrodisíaco. Depois de passar os dias se vendo só de vez em quando, viajar para um fim de semana juntos vira o céu na Terra: nunca uma sexta-feira nasce tão aguardada, nunca uma segunda-feira é enfrentada com tanta leveza. Namoro é como o disco "Sgt. Peppers", dos Beatles: parece antigo e, no entanto, não há nada mais novo e revolucionário. O poeta Carlos Drummond de Andrade também é de outro tempo e é para sempre. É ele quem encerra esta crônica, dando-nos uma ordem para a vida: "Cumpra sua obrigação de namorar, sob pena de viver apenas na aparência. De ser o seu cadáver itinerante".
bjs.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.

Difícil é mentir para o nosso coração. Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"

Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém das nossas vidas. Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.Difícil é sentir a energia que é transmitida, aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

"O único erro do ser humano é achar que após tanta coisa, o que vai mudar é o tempo. O tempo não muda, os próprios seres humanos terão que mudar, basta acreditar"

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Beleza



Quanto mais puro e elevado o espírito, mais bonito ele é.
A beleza física desaparece com o corpo, permanecendo em nós a beleza espiritual.
Isso podemos observar aqui na Terra. Quantas pessoas há que fisicamente não são bonitas
mas que tem tanta bondade, tantos sentimentos bons, que conseguem irradiar simpatia
e até uma beleza estranha que nos atrai.
Não sabemos dizer o que achamos bonito nelas.
É a beleza espiritual que se exterioriza.
Portanto, não há melhor receita para a beleza do que a purificação interior.
O dia em que o ser humano compreender isto, a beleza se generalizará!

sábado, 9 de agosto de 2008

Felicidade..


Felicidade Realista

De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa igual à daquela atriz de hollywood, uma temporada num spa cinco estrelas... E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par, e não como ímpares? Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com três parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.
Beijos.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Pensamentos!!


Pensamentos!!!

Pqp! gostaria de entender a fase que estou passando nesse momento. Não estou feliz, nem triste, não me sinto só ou carente, apesar de estar sozinha. Tenho vontade de sair, mas se isso não acontecer, tudo bem.

Uma coisa é fato...a felicidade esta em sermos nós mesmos por isso jamais se abale com qualquer crítica que você venha a receber, apenas viva o seu momento e tenha amor próprio! Se você cometeu algum erro não se lemente; raciocine sobre o assunto pq somente assim a existência convertará o erro em lição.
Toda vez que criticamos a experiência dos outros estamos apontando em nós mesmos os nossos pontos fracos. A vida por fora de nós é a imagem daquilo que somos por dentro.
.. poucas palavras de um bom ensinamento!

beijos.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Erros


Tem gente que pensa que somos perfeitos; mas erramos, e isso é inevitável... E quando os erros ocorrem, dizem assim: "Nunca esperava isso de você, logo você... que decepção!" Temos uma dificuldade terrível de aceitar que somos humanos e passíveis de erros, que não erramos de propósito e que também sofremos quando acontece! Às vezes as pessoas que mais nos decepcionam são as que mais amamos... Justamente por que as julgamos perfeitas e esquecemos que são humanas. As pessoas possuem suas próprias e particulares características, valores, crenças. Não adianta tentar mudá-las, seria como alterar exatamente aquilo que te encantou naquela determinada pessoa... Devemos buscar alguém que se encaixe em nossos valores e no que acreditamos que tenha todas, ou pelo menos, as características essenciais que prezamos e buscamos tanto!
... Ao invés de se apaixonar e tentar mudar esta pessoa, preste atenção nas pessoas que estão ao seu lado.
"Compartilhar a vida talvez seja o verdadeiro amor!..."

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Sonhos..


"Os verdadeiros vencedores na vida são pessoas que olham para cada situação com a esperança de poder resolvê-la ou melhorá-la."
"Quando os nossos sonhos se acabam, fica um vazio imenso,
Uma vontade de parar, De desistir de tudo...
É um período difícil, em que os dias,
as horas, e até os segundos são longos...
Não conseguimos progredir...

Falta vontade, motivação...
Fechamo-nos para tudo e para todos,
como se nada importasse, nada tivesse algum valor...
Vamos nos destruindo pouco a pouco...
Por que será que muitas coisas em que acreditamos, chegam ao fim?
Acreditamos na felicidade eterna,
e muitas vezes ela não passa de um pequeno tempo...
Tempo suficiente para deixar uma saudade infinita...
Até que um dia...
Um novo sonho começa a dar o ar de sua graça, chegando de mansinho,
tentando abrir os cadeados do nosso coração...
Estamos trancados, com um enorme medo de sofrer de novo.
Mas mesmo assim, o novo sonho vem chegando, trazendo na mala tudo de
novo...
E como todo novo sonho, é regado de novidades que fascinam, mexendo
com emoções adormecidas, trazendo de volta a emoção de viver, amar,
recomeçar!
Nesta hora, quando tudo ressurge,
podemos avaliar melhor a vida...
Temos que transformar cada pequeno instante, em grandes momentos...
Eliminar tudo que maltrata o nosso corpo, o nosso espírito, e dar
lugar somente ao que nos engrandece
como verdadeiro ser humano!
E se os seus sonhos estiverem nas nuvens, não se preocupe...
Eles estão no lugar certo.
Construa os alicerces, e SUBA!
Nunca desista de ser feliz!

SONHE, pois o SONHO comanda a vida!!!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Sós na multidão

Muitos de nós, tentando fugir do fato essencial de que somos sós, abusamos do álcool, trabalho, drogas, sexo, dinheiro e diversões. Apesar da atividade frenética, continuamos nos sentindo "sós na multidão", "sozinhos nos sonhos" ou "solitários no casamento". Essas experiências demonstram que não podemos evitar com êxito a aceitação de que somos sós. Quanto mais cedo aceitarmos a responsabilidade pela nossa vida, mais cedo pararemos de nos infligir sofrimentos desnecessários. Aceitando que somos sós, aceitamos que ninguém pode nos proteger de nós mesmos, que ninguém pode viver nossa vida por nós. "Ser só" significa apenas que não podemos depender dos outros para ter alegria ou pesar. Somos os autores de nossas ações, atitudes e experiências, não as "vítimas" do destino ou das circunstâncias.

domingo, 3 de agosto de 2008